DIA DE REUNIÃO! Você já sabe o que tem a fazer ?
1° - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os
detalhes!
2º - Mesmo que eu saiba de cor o ritual, não deve negligenciar meu cargo ou
minha função em Loja.
3° - Se o Irmão cometer alguma falha, corrija; se possível, com discrição, sem
fazer disso motivo de chacota e gozação.
4° - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor,
todo o ambiente reflete a atmosfera de paz e tranquilidade entre todos.
5° - O ritual deve ser cumpido em todos os seus detalhes. Quando participado com
boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um
bem-estar geral.
Ir.´. Manuel Severino de Oliveira-Gr.´. 10, postado em 28/08/2008.
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D E S P E D I D A
“Atenção Senhores passageiros do voo 447, com destino à Paris:
queiram dirigir-se ao portão de embarque...”
Quantas despedidas, abraços, sorrisos e lagrimas...
votos de “boa viagem”... “assim que chegar, me ligue”...
mãos direitas acenam um adeus,
mãos esquerdas enxugam gotículas que descem pelos olhos entristecidos,
enquanto o gigante de metal deixa o solo firme
em direção ao azulado céu.
O ruído das turbinas aos poucos silenciam.
A ave mecânica desaparece com destino ao infinito.
Horas depois, uma mão avassaladora
apodera-se da ave sem pena
levando-a para um ninho, não se sabe onde.
Tudo é vazio no espaço, tudo é silêncio.
Quantos projetos, quantas lembranças, quantos desejos
se esvaem na imensidão do espaço sem fim.
Aquele adeus, na verdade foi adeus.
O capricho do destino se fez presente
arrebatando vidas, surpreendendo a todos.
Hoje, tudo é vazio, é saudade, é lembrança.
Aqueles sonhos transformaram-se em pesadelos,
aquelas esperanças deram lugar à saudade.
Os planos foram todos desvirtuados,
assim como o plano do voo do pássaro gigante.
Adeus viageiros de tantas nações...
adeus esperança... adeus emoções...
adeus pássaro gigante que voavas ligeiro...
adeus meus irmãos... adeus passageiros.
Vos dou meu adeus com alma remida...
Vos dou meu adeus com mãos tão tremidas.
Peço ao Pai que os receba com mãos ternas
nesse retorno que fazem à Pátria Eterna.
Peço ao Criador que dê aos que ficaram no “porto”
muita força, muita fé, muito conforto.
Nunca os vi mais tristes, mais risonhos,
mas sei que, nesse pesadelo-sonho,
todos as almas partiram sem aceno
em direção ao infinito, ao Nazareno.
Agora, talvez, em asas mais seguras,
aportando em brancas nuvens em alguras
ouçam hinos de hosanas e alvíssaras
regidos pela batuta menestrel de Anjos de candura.
Quando um dia a mão do tempo desvendar
o mistério, ora falaz e tão mesquinho,
por certo vamos saber decifrar
onde o pássaro gigante fez seu ninho.
Caruaru, 4 de junho de 2009
Ir.´. Eliseu Tabosa de Araújo |